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SAÚDE

RISCO DAS DIETAS SEM ORIENTAÇÃO MEDICA

Perder peso de maneira rápida nem sempre é a melhor opção, pois pode trazer alguns danos graves à saúde. Dietas que prometem milagres, perda de peso em poucos dias, devem ser analisadas com muito cuidado, pois geralmente não proporcionam o efeito desejado. Principalmente as que indicam o consumo de somente um tipo de alimento. Quando a pessoa reduz ou retira, completamente, os outros grupos alimentares, pode trazer prejuízo à sua saúde, já que cada alimento possui nutrientes próprios, que ajudam a manter o organismo equilibrado.
Segue alguns problemas associados com a perda de peso rápida:

  • Redução da taxa metabólica: A natureza tem uma maneira de proteger o organismo contra a perda excessiva de peso. Se a sua contagem de calorias cai subitamente, seu corpo irá compensar o fato reduzindo sua taxa metabólica. Isso faz com que as pessoas que perdem peso rápido através de dietas imediatamente recuperem o peso assim que parar de fazer dieta.
  • Perder os depósitos de gordura: Isso faz com que você também perca boa parte de sua massa muscular. O que não é seguro nem saudável. É importante consumir quantidades adequadas de proteínas e carboidratos para impedir essa perda.
  • Desnutrição e desidratação: A desidratação ocorre quando o corpo libera quantidades extremas de água. A desnutrição acontece quando alguém não comer as quantidades recomendadas nutricional. Desidratação e desnutrição são riscos graves e devem ser evitados em qualquer programa de dieta.
  • Problemas de pele: Estudos mostram que quando você perde peso rapidamente, a pele não tem tempo suficiente para encolher até o tamanho do corpo. Isso resulta em estrias.
  • Problemas de cabelo: Desnutrição leva à falta de vitaminas e nutrientes que enfraquece os folículos pilosos o que causa cabelos quebradiços. Caso faça a dieta errada, os folículos capilares ficarão enfraquecidos e cairão, fazendo você sofrer de perda de cabelo.
  • Insônia: É difícil conseguir uma boa noite de descanso quando seu estômago está vazio e pedindo comida.
  • Diarréia: A tentativa de perder peso rápido demais pode levar a diarréia grave, às vezes seguido de constipação. A exposição prolongada ao longo de um período de tempo pode levar à desidratação, que pode até se tornar fatal.
  • Transtornos alimentares: Os transtornos alimentares podem causar uma ampla gama de problemas de saúde, como desnutrição, desidratação, perda de eletrólitos, minerais e as deficiências de vitaminas, anemia, hipertensão, alterações hormonais, infertilidade, insônia, osteoporose, artrite, fadiga e falência de órgãos internos.
  • “Dieta yo-yo”: Perder e recuperar o peso rapidamente prejudica o coração e o corpo. Pessoas que fazem "dieta yo-yo" estão em grande risco de desenvolver doenças cardíacas.

Para evitar as consequências graves para a saúde relacionados com a rápida perda de peso, os especialistas sugerem medidas saudáveis. A perda de peso deve ser abordada com cautela e sob orientação médica. Fazer exercícios físicos regulares são medidas simples e saudáveis para manter o peso na medida ideal.

Por: Martins


DENGUE

A Dengue é uma doença infecciosa febril aguda transmitida através do mosquito Aedes aegypti. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo. Tipos de Dengue Em todo o mundo, existem quatro tipos de Dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4 foi identificada apenas na Costa Rica.

FORMAS DE APRESENTAÇÃO

A Dengue pode se apresentar (clinicamente) de quatro formas diferentes:

  • Infecção Inaparente
  • Dengue Clássica
  • Febre Hemorrágica da Dengue
  • Síndrome de Choque da Dengue

Dentre estas formas, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.

Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.

Dengue Clássica
A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

Dengue Hemorrágica
A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Síndrome de Choque da Dengue
Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural. Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Tratamento da Dengue:
Para o caso da engue clássica, não existe um tratamento específico. Os sintomas são tratados e recomenda-se repouso e alimentação com muitas frutas, legumes e ingestão de líquidos. Os doentes não podem tomar analgésicos ou anti-térmicos com base de ácido acetil-salicílico (Aspirina, AAS, Melhoral, Doril, etc.), pois estes favorecem o aparecimento e desenvolvimento de hemorragias no organismo.
Já no caso mais grave da doença, a hemorrágica, deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento com perdas de sangue e choque circulatório. Como não existem formas de erradicar totalmente o mosquito transmissor, a única forma de combater a doença é eliminar os locais onde a fêmea se reproduz.

Algumas dicas de ações para combater o mosquito da Dengue:

  • Não deixar a água se acumular em recipientes como, por exemplo, vasos, calhas, pneus, cacos de vidro, latas e etc.
  • Manter fechadas as caixas d’água, poços e cisternas
  • Não cultivar plantas em vasos com água. Usar terra ou areia nestes casos.
  • Tratar as piscinas com cloro e fazendo a limpeza constante. O ideal é deixá-las cobertas ou vazias quando não for usar por um longo período.
  • Manter as calhas limpas e desentupidas
  • Avisar um agente público de saúde do município caso exista alguma situação onde há o risco de proliferação da doença.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A HIPERTENSÃO

A hipertensão é uma doença comum, muitas pessoas nem sabem que tem pressão alta, pois, o organismo acostuma-se com os níveis elevados, que, contudo, vão comprometendo em silêncio órgãos como o coração, rins, cérebro e olhos. Mas, dá para evitar esse quadro e até prevenir o aparecimento da hipertensão.

O QUE É A HIPERTENSÃO ARTERIAL?

Trata-se da pressão exercida pelo coração sobre as artérias, que pode ser medida por dois valores; máximo (pressão sistólica), que diz respeito à pressão que o coração faz para bombear o sangue em direção aos outros órgãos e o mínimo (pressão distólica) que se refere à acomodação do sangue nos valos sanguíneos.

QUAIS SÃO OS ÍNDICES NORMAIS DA PRESSÃO?

Para adultos, a Organização Mundial da Saúde aceita como normal uma pressão máxima de até 140 e uma pressão mínima de até 90 mmHg (14 por 9). Entretanto, tem havido uma tendência à redução desses níveis por conta da dificuldade em demarcar os limites entre os valores normais e a alterações que indicam hipertensão.

O QUE É HIPERTENSÃO?

É uma doença de múltiplas causas, caracterizada pelo aumento mantido dos valores da pressão arterial. Valores de 14 por 9, mesmo que a pessoa esteja calma e em repouso, já podem ser considerados anormais.

O QUE ACONTECE NO ORGANISMO DE UM HIPERTENSO?

Suas artérias ficam apertadas e dificultam a passagem do sangue, razão pela qual o coração precisa exercer uma pressão maior para bombeá-lo.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

A maioria das pessoas que tem hipertensão não apresenta sintomas. Quando presente, porém, podem manifestar-se como dor de cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido. Outros como palpitação, dor no peito, falta de ar, inchaço, alterações visuais, perda de memória e de equilíbrio, palidez, problemas urinários e dores nas pernas demonstram que os órgãos alvo da doença podem estar comprometidos. Nestes casos, convém procurar um médico imediatamente.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DA DOENÇA?

Em 90 a 905 dos casos não há uma causa conhecida para a hipertensão. Mas, eventualmente, problemas endócrinos e renais, gravidez, uso freqüente de alguns medicamentos (anticoncepcionais, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides e moderadores de apetite) de cocaína, bem como doenças neurológicas, podem ser causas de hipertensão arterial.

COMO A HIPERTENSÃO PODE SER DIAGNOSTICADA?

O diagnóstico é baseado na medida da pressão arterial com um aparelho próprio, usado em hospitais, ambulatórios e consultórios. Embora simples, a medida isolada da pressão sofre influência de vários fatores. Por conta disso, hoje a medicina utiliza outros recursos adicionais para diagnosticar a hipertensão.

QUE RECURSOS SÃO ESSES?

Um deles é o teste ergométrico, que mede a pressão do indivíduo durante o esforço físico e pode evidenciar se ele possui risco de desenvolver hipertensão. Outro é a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), que registra a pressão do paciente 24 horas, ao longo de suas atividades diárias e do sono, fornecendo dados relevantes para o médico. Mas nenhum desses recursos substitui a avaliação clínica do paciente e a medida da pressão arterial em consultório.

POR QUE É IMPORTANTE CONTROLAR A HIPERTENSÃO?

Porque a expectativa de vida de uma pessoa com hipertensão é 40% menor que a de um indivíduo sadio, ao longo dos anos. O fato é que, ao esforçar-se para bombear o sangue, o coração do hipertenso fica vulnerável à insuficiência cardíaca. Além disso, devido ao aumento da pressão, vai desgastando os vasos, que podem romper-se e causar o derrame cerebral. Esse desgaste ainda facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias, predispondo o indivíduo ao infarto. Outra conseqüência grave é o comprometimento do sistema de filtração dos rins.

QUAL É O TRATAMENTO?

Para alguns, uma dieta com pouco sal e sem gordura, além da mudança de3 hábitos de vida 9deixar de fumar, ingerir menos álcool, fazer exercícios e emagrecer) são suficientes par manter a pressão controlada. Outros, porém, necessitam de medicamentos. Mas só o médico pode estabelecer o tipo de hipertensão, avaliar o estado dos órgãos alvo da doença e prescrever o tratamento indicado.

COMO É POSSÍVEL PREVENIR A HIPERTENSÃO?

Levar uma vida saudável, manter o peso ideal, não ingerir bebidas alcoólicas, fazer exercícios, não fumar e adotar uma dieta balanceada, com consumo moderado de sal são atitudes preventivas. Também é recomendável que toda pessoa com mais de 40 anos faça medidas periódicas de pressão – sobretudo quem tem histórico de pressão alta na família – sempre sob orientação médica.

QUALQUER ELEVAÇÃO DE PRESSÃO JÁ É SINAL DE HIPERTENSÃO?

Não. A pressão varia nas 24 horas do dia e segue um ritmo próprio, influenciada pelo estado psicológico da pessoa, hábitos e atividades cotidianas. Portanto, pode subir momentaneamente, mas depois voltar ao normal. Para ser rotulado como hipertenso, o paciente deve apresentar níveis de pressão acima dos limites da normalidade, obtidos em medias consecutivas, em duas ou mais visitas ao médico.


DOENÇA FALCIFORME

A doença falciforme é a doença genética mais comum em nossa população. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que anualmente nasçam no Brasil cerca de 2.500 crianças com a doença falciforme. Num estudo em que se analisou 101.000 brasileiros de 65 cidades, independente da raça, encontrou-se 2,1% de traço de anemia falciforme.
Ainda segundo a OMS, ela afeta principalmente a população negra. Aproximadamente uma criança afro-brasileira em cada 37 400 crianças nasce com a doença falciforme. Cerca de um em cada oito afro-brasileiros tem o que é chamado de traço falcêmico.
Ela é transmitida aos filhos pelo pai e pela mãe através dos genes. Os Genes são elementos celulares que têm a informação sobre a formação do corpo. Eles podem sofrer mutação e transmitir a informação diferente.
As pessoas com anemia falciforme receberam do pai e da mãe o gene para hemoglobina diferente, chamada hemoglobina “S”. Quando alguém recebe este gene para hemoglobina “S” do pai e um gene para hemoglobina “S” da mãe é chamado de “SS” e tem a doença falciforme.
O portador do traço falcêmico, ou seja, com apenas um “S” não é considerado doente, mas pode passar o gene para sua descendência.
Os glóbulos vermelhos com hemoglobina “S” podem adotar a forma de “foice” ou “meia lua”. Essas células em forma de “foice” têm dificuldade para passar pelos vasos sangüíneos, diminuindo a circulação do sangue nos pequenos vasos do corpo, promovendo a diminuição da circulação e provocando, desta forma, lesões nos órgãos causando dor, destruição dos glóbulos vermelhos, icterícia (olhos amarelados) e anemia (palidez). Estes fatores predispõem as pessoas a complicações sérias como AVC (derrame cerebral), infecções, úlcera de perna de difícil cicatrização, crises de dores intensas que não cedem com analgésicos usuais, sendo necessário, às vezes, o uso de morfina.
O diagnóstico da doença falciforme pode ser feito no bebê logo após o nascimento, através do Teste do Pezinho. Já em crianças maiores e nos adultos é feito pelo teste de afoiçamento e sua confirmação pelo exame de eletroforese da hemoglobina.

Teste do Pezinho

Deve ser feito, no máximo, até a quarta semana de vida, junto com a primeira dose da vacina BCG e hepatite, no posto de vacinação. É inteiramente gratuito.
Trata-se do diagnóstico de três doenças (hipotiroidismo, fenilcetonúria e doença falciforme) feito em gotas de sangue colhidas do pé da criança.
O resultado para doença falciforme pode ser: criança com doença falciforme, criança com traço falciforme e criança sem traço ou doença. As crianças com traço não precisam e tratamento, apenas de informação.
As crianças com a doença necessitam ser encaminhadas imediatamente para início do tratamento, que lhe garantirá saúde e uma boa qualidade de vida.

Fonte:
http://www.saude.rj.gov.br