
SAÚDE
RISCO DAS DIETAS SEM ORIENTAÇÃO MEDICA
Perder peso de maneira rápida nem sempre é a melhor opção, pois pode trazer alguns danos graves à saúde. Dietas que prometem milagres, perda de peso em poucos dias, devem ser analisadas com muito cuidado, pois geralmente não proporcionam o efeito desejado. Principalmente as que indicam o consumo de somente um tipo de alimento. Quando a pessoa reduz ou retira, completamente, os outros grupos alimentares, pode trazer prejuízo à sua saúde, já que cada alimento possui nutrientes próprios, que ajudam a manter o organismo equilibrado.
Segue alguns problemas associados com a perda de peso rápida:
Para evitar as consequências graves para a saúde relacionados com a rápida perda de peso, os especialistas sugerem medidas saudáveis. A perda de peso deve ser abordada com cautela e sob orientação médica. Fazer exercícios físicos regulares são medidas simples e saudáveis para manter o peso na medida ideal.
Por: Martins
DENGUE
A Dengue é uma doença infecciosa febril aguda transmitida através do mosquito Aedes aegypti. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo. Tipos de Dengue Em todo o mundo, existem quatro tipos de Dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4 foi identificada apenas na Costa Rica.
FORMAS DE APRESENTAÇÃO
A Dengue pode se apresentar (clinicamente) de quatro formas diferentes:
Dentre estas formas, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.
Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.
Dengue Clássica
A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.
Dengue Hemorrágica
A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.
Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
Síndrome de Choque da Dengue
Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.
Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
Tratamento da Dengue:
Para o caso da engue clássica, não existe um tratamento específico. Os sintomas são tratados e recomenda-se repouso e alimentação com muitas frutas, legumes e ingestão de líquidos. Os doentes não podem tomar analgésicos ou anti-térmicos com base de ácido acetil-salicílico (Aspirina, AAS, Melhoral, Doril, etc.), pois estes favorecem o aparecimento e desenvolvimento de hemorragias no organismo.
Já no caso mais grave da doença, a hemorrágica, deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento com perdas de sangue e choque circulatório. Como não existem formas de erradicar totalmente o mosquito transmissor, a única forma de combater a doença é eliminar os locais onde a fêmea se reproduz.
Algumas dicas de ações para combater o mosquito da Dengue:
TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A HIPERTENSÃO
A hipertensão é uma
doença
comum,
muitas pessoas nem sabem que tem pressão alta, pois, o organismo
acostuma-se com os níveis
elevados, que, contudo, vão comprometendo em silêncio órgãos
como o coração, rins, cérebro e olhos. Mas, dá para
evitar esse quadro e até prevenir o aparecimento da hipertensão.
O QUE É A HIPERTENSÃO ARTERIAL?
Trata-se da pressão exercida pelo coração sobre as
artérias, que pode ser medida por dois valores; máximo (pressão
sistólica), que diz respeito à pressão que o coração
faz para bombear o sangue em direção aos outros órgãos
e o mínimo (pressão distólica) que se refere à acomodação
do sangue nos valos sanguíneos.
QUAIS SÃO OS ÍNDICES NORMAIS DA PRESSÃO?
Para adultos, a Organização Mundial da Saúde aceita
como normal uma pressão máxima de até 140 e uma pressão
mínima de até 90 mmHg (14 por 9). Entretanto, tem havido
uma tendência à redução desses níveis
por conta da dificuldade em demarcar os limites entre os valores normais
e a alterações que indicam hipertensão.
O QUE É HIPERTENSÃO?
É
uma doença de múltiplas causas, caracterizada pelo aumento
mantido dos valores da pressão arterial. Valores de 14 por 9,
mesmo que a pessoa esteja calma e em repouso, já podem ser considerados
anormais.
O QUE ACONTECE NO ORGANISMO DE UM HIPERTENSO?
Suas artérias ficam apertadas e dificultam a passagem do sangue,
razão pela qual o coração precisa exercer uma pressão
maior para bombeá-lo.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
A maioria das pessoas que tem
hipertensão não apresenta
sintomas. Quando presente, porém, podem manifestar-se como dor de
cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido. Outros
como palpitação, dor no peito, falta de ar, inchaço,
alterações visuais, perda de memória e de equilíbrio,
palidez, problemas urinários e dores nas pernas demonstram que os órgãos
alvo da doença podem estar comprometidos. Nestes casos, convém
procurar um médico imediatamente.
QUAIS SÃO AS CAUSAS DA DOENÇA?
Em 90 a 905 dos casos não há uma causa conhecida para a
hipertensão. Mas, eventualmente, problemas endócrinos e renais,
gravidez, uso freqüente de alguns medicamentos (anticoncepcionais,
descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides e moderadores
de apetite) de cocaína, bem como doenças neurológicas,
podem ser causas de hipertensão arterial.
COMO A HIPERTENSÃO PODE SER DIAGNOSTICADA?
O diagnóstico é baseado na medida da pressão arterial
com um aparelho próprio, usado em hospitais, ambulatórios
e consultórios. Embora simples, a medida isolada da pressão
sofre influência de vários fatores. Por conta disso, hoje
a medicina utiliza outros recursos adicionais para diagnosticar a hipertensão.
QUE RECURSOS SÃO ESSES?
Um deles é o teste ergométrico, que mede a pressão
do indivíduo durante o esforço físico e pode evidenciar
se ele possui risco de desenvolver hipertensão. Outro é a
monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA),
que registra a pressão do paciente 24 horas, ao longo de suas atividades
diárias e do sono, fornecendo dados relevantes para o médico.
Mas nenhum desses recursos substitui a avaliação clínica
do paciente e a medida da pressão arterial em consultório.
POR QUE É IMPORTANTE CONTROLAR A HIPERTENSÃO?
Porque a expectativa de vida
de uma pessoa com hipertensão é 40%
menor que a de um indivíduo sadio, ao longo dos anos. O fato é que,
ao esforçar-se para bombear o sangue, o coração do
hipertenso fica vulnerável à insuficiência cardíaca.
Além disso, devido ao aumento da pressão, vai desgastando
os vasos, que podem romper-se e causar o derrame cerebral. Esse desgaste
ainda facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias,
predispondo o indivíduo ao infarto. Outra conseqüência
grave é o comprometimento do sistema de filtração
dos rins.
QUAL É O TRATAMENTO?
Para alguns, uma dieta com pouco
sal e sem gordura, além da mudança
de3 hábitos de vida 9deixar de fumar, ingerir menos álcool,
fazer exercícios e emagrecer) são suficientes par manter
a pressão controlada. Outros, porém, necessitam de medicamentos.
Mas só o médico pode estabelecer o tipo de hipertensão,
avaliar o estado dos órgãos alvo da doença e prescrever
o tratamento indicado.
COMO É POSSÍVEL PREVENIR A HIPERTENSÃO?
Levar uma vida saudável, manter o peso ideal, não ingerir
bebidas alcoólicas, fazer exercícios, não fumar e
adotar uma dieta balanceada, com consumo moderado de sal são atitudes
preventivas. Também é recomendável que toda pessoa
com mais de 40 anos faça medidas periódicas de pressão – sobretudo
quem tem histórico de pressão alta na família – sempre
sob orientação médica.
QUALQUER ELEVAÇÃO DE PRESSÃO JÁ É SINAL
DE HIPERTENSÃO?
Não. A pressão varia nas 24 horas do dia e segue um ritmo
próprio, influenciada pelo estado psicológico da pessoa,
hábitos e atividades cotidianas. Portanto, pode subir momentaneamente,
mas depois voltar ao normal. Para ser rotulado como hipertenso, o paciente
deve apresentar níveis de pressão acima dos limites da normalidade,
obtidos em medias consecutivas, em duas ou mais visitas ao médico.
DOENÇA FALCIFORME
A doença falciforme é a doença genética mais
comum em nossa população. A Organização Mundial
de Saúde (OMS) estima que anualmente nasçam no Brasil cerca
de 2.500 crianças com a doença falciforme. Num estudo em
que se analisou 101.000 brasileiros de 65 cidades, independente da raça,
encontrou-se 2,1% de traço de anemia falciforme.
Ainda segundo a OMS, ela afeta principalmente a população
negra. Aproximadamente uma criança afro-brasileira em cada 37 400
crianças nasce com a doença falciforme. Cerca de um em cada
oito afro-brasileiros tem o que é chamado de traço falcêmico.
Ela é transmitida aos filhos pelo pai e pela mãe através
dos genes. Os Genes são elementos celulares que têm a informação
sobre a formação do corpo. Eles podem sofrer mutação
e transmitir a informação diferente.
As pessoas com anemia falciforme receberam do pai e da mãe o gene
para hemoglobina diferente, chamada hemoglobina “S”. Quando
alguém recebe este gene para hemoglobina “S” do pai
e um gene para hemoglobina “S” da mãe é chamado
de “SS” e tem a doença falciforme.
O portador do traço falcêmico, ou seja, com apenas um “S” não é considerado
doente, mas pode passar o gene para sua descendência.
Os glóbulos vermelhos com hemoglobina “S” podem adotar
a forma de “foice” ou “meia lua”. Essas células
em forma de “foice” têm dificuldade para passar pelos
vasos sangüíneos, diminuindo a circulação do
sangue nos pequenos vasos do corpo, promovendo a diminuição
da circulação e provocando, desta forma, lesões nos órgãos
causando dor, destruição dos glóbulos vermelhos, icterícia
(olhos amarelados) e anemia (palidez). Estes fatores predispõem
as pessoas a complicações sérias como AVC (derrame
cerebral), infecções, úlcera de perna de difícil
cicatrização, crises de dores intensas que não cedem
com analgésicos usuais, sendo necessário, às vezes,
o uso de morfina.
O diagnóstico da doença falciforme pode ser feito no bebê logo
após o nascimento, através do Teste do Pezinho. Já em
crianças maiores e nos adultos é feito pelo teste de afoiçamento
e sua confirmação pelo exame de eletroforese da hemoglobina.
Teste do Pezinho
Deve
ser feito, no máximo, até a quarta semana de
vida, junto com a primeira dose da vacina BCG e hepatite, no posto de vacinação. É inteiramente
gratuito.
Trata-se do diagnóstico de três doenças (hipotiroidismo,
fenilcetonúria e doença falciforme) feito em gotas de sangue
colhidas do pé da criança.
O resultado para doença falciforme pode ser: criança com
doença falciforme, criança com traço falciforme e
criança sem traço ou doença. As crianças com
traço não precisam e tratamento, apenas de informação.
As crianças com a doença necessitam ser encaminhadas imediatamente
para início do tratamento, que lhe garantirá saúde
e uma boa qualidade de vida.
Fonte:
http://www.saude.rj.gov.br