HOSPITAL AROLDO TOURINHO FIRME NA LUTA ANTIMANICOMIAL

De 18 a 22 de maio é comemorado, em nível nacional, a Semana da Luta Antimanicomial. Engajado no objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância do tema para a saúde pública, o Hospital Aroldo Tourinho disponibiliza para os pacientes da saúde mental atendimento humanizado, suporte psicológico e multiprofissional, além do trabalho de uma equipe de psiquiatras especializados.

O movimento antimanicomial se caracteriza pela luta por direitos das pessoas com transtornos mentais. O ponto central dessa campanha é o combate ao estigma e à exclusão das pessoas com sofrimento psíquico. O superintendente do Aroldo Tourinho, Cláudio Medeiros Santos, ressalta o importante papel da instituição nessa luta. ”O Aroldo Tourinho é a única unidade hospitalar filantrópica da região a ter um setor exclusivo para a assistência a pessoas com sofrimento psíquico em situações de crise. E este atendimento é realizado por meio de planos particulares e leitos credenciados pelo SUS”, informa.

Atualmente, Montes Claros oferece diversos serviços às pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno mental, o que, segundo estimativas, totalizariam 10% da população do município. Os cuidados começam na rede da Atenção Primária, já que as equipes das Estratégias de Saúde da Família (ESF) oferecem assistência psicológica. Em situações mais complexas, que exigem internação, os pacientes são encaminhados para as unidades hospitalares, através de um trabalho integrado com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

“Nosso objetivo é fortalecer a autonomia e os direitos desses pacientes. Por isso, devemos sempre combater o tratamento de isolamento e exclusão que era realizado nos manicômios. Felizmente superamos esse período e essa forma de atendimento”, afirma a psicóloga clínica do Hospital Aroldo Tourinho, Denise Maria Magalhães.

Nesse sentido, a Lei da Reforma Psiquiátrica (10.216/01), que conseguiu estabelecer um novo modelo de tratamento, trouxe diversas melhorias para os pacientes. Foram criados, entre outros instrumentos, os centros de atendimentos psicossociais (CAPS), que incentivam o convívio familiar, o respeito aos direitos humanos e a dignidade dos usuários.


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